sábado, 28 de março de 2009

Mensagem de lição de vida




Um belo dia de sol, Sr. Mário, um velho caminhoneiro chega em casa todo orgulhoso e chama a sua esposa para ver o lindo caminhão que comprara depois de longos e árduos 20 anos de trabalho. Era o primeiro que conseguia comprardepois de tantos anos de sufoco e estrada.A partir daquele dia, finalmente seria seu próprio patrão.Ao chegar à porta de casa,encontra seu filhinho de seis anos,martelando alegremente a lataria do reluzente caminhão.Irado e aos berros pergunta o que o filho estava fazendo e,sem hesitar, completamente fora de si,martela impiedosamente as mãos do garoto,que se põe a chorar desesperadamente sem entender o que estava acontecendo.A mulher do caminhoneiro corre em socorro do filho,mas pouco pôde fazer.Chorando junto ao filho,consegue trazer o marido à realidade,e juntos levam o garoto ao hospital para cuidar dos ferimentos provocados.Passadas várias horas de cirurgia,o médico desconsolado e bastante abatido,chama os pais e informa que as dilacerações foram de tão grande extensão,que todos os dedos da criança tiveram que ser amputados.Porém, o menino era forte e resistia bem ao ato cirúrgico,devendo os pais aguardá-lo no quarto.Ao acordar, o menino ainda sonolentoesboçou um sorriso e disse ao pai:-Papai, me desculpe. Eu só queria consertar seu caminhão, como você me ensinou outro dia. Não fique bravo comigo.O pai, enternecido e profundamente arrependido,deu um forte abraço no filho e disse que aquilo não tinha mais importância.Não estava bravo e sim arrependido de ter sido tão duro com elee que a lataria do caminhão não tinha estragado.Então o garoto com os olhos radiantes perguntou:- Quer dizer que não está mais bravo comigo?- É claro que não! – respondeu o pai.Ao que o menino pergunta:- Se estou perdoado papai, quando meus dedinhos vão nascer de novo?Nos momentos de raiva cega, machucamos as pessoas que mais amamos,e muitas vezes não podemos “sarar” a ferida que deixamos.Nos momentos de raiva, tente parar e pensar em suas atitudes,a fim de evitar que os danos seja irreversíveis.Não há nada pior que o arrependimento e a culpa.Pense nisto!

A libélula e a tartaruga



A libélula recém nascida, que pairava as suas leves asas sobre a água transparente do ribeirão, viu imóvel sobre uma pedra, uma tartaruga que tomava banho de sol. Espantada diante de uma criatura tão feia, pousou sobre uma folha de capim a fim de ver melhor. A tartaruga, achando que a libélula a estava admirando, começou a falar: - Olá - disse ela. A libélula levou um susto. - Pensei que você estivesse morta, de tão parada. - Já fui como você, minha criança, muito agitada, mas aprendi que é perigoso vier assim. Em você tudo é esbanjamento: asas vibrando, ir e vir nas costas do vento, voar sem cessar. Mas tudo isso faz mal. Quem se mexe muito morre logo. A vida é como a vela: há de se economizar para durar mais. Minha filosofia é simples: nunca ficar de pé, quando posso ficar deitada. Para simplificar, fico sempre deitada... A libélula espantada de que alguém pudesse viver assim, ia perguntar se a vida vale a pena. Mas não deu tempo porque a tartaruga continuou a falar: - Você ainda não aprendeu a lição do peso. Para se voar é preciso ser leve. Mas tudo o que é leve é frágil. As crianças gostam de empinar papagaios. Mas para subir no vento, eles têm de ser feitos com varetas finas de bambu e papel de seda. Por isso, acabam quase sempre enroscados em algum galho de árvore. Mas você nunca viu uma tartaruga enroscada num galho de árvore. Estão fora dos enroscos porque não se metem a voar, porque são muito pesadas e por isso ficam sempre junto ao chão. Somos prudentes. Voar é perigoso, exige leveza e fragilidade. Isso é coisa que fascina as crianças, mas não os adultos. Os adultos são graves. E grave é aquilo que respeita a lei da gravidade e gosta de ir para baixo. Como eu. Os adultos quando querem elogiar alguém dizem que ele é uma pessoa de peso. O contrário de peso? Leveza, bexiga solta no espaço. Quando se diz que alguém é leviano, isso não é um elogio, é uma ofensa. Leviano é quem não leva as coisas a sério, como as crianças. Quanto mais adultas, mais parecidas comigo. A libélula ia dizer que ser leve é coisa muito gostosa, porque dá sempre uma enorme vontade de rir, mas se calou, com medo de ser acusada de leviana. A tartaruga não entenderia. - E há também a necessidade de defesas - continuou a tartaruga - Veja o seu corpo, fino como um palito. O bico de qualquer pássaro pode cortá-lo ao meio. E suas asas? Lindas e fracas. Veja agora a minha carapaça. Nem martelo consegue quebrá-la. Você é mole, eu sou dura. Mole são as crianças, os palhaços, os poetas, os artistas. Duros são os generais, os banqueiros, os policiais, as pessoas importantes. Quando as crianças deixam de ser uma libélula para se tornarem uma tartaruga, os adultos dizem que elas ficaram maduras. Na verdade o que querem dizem é que ficaram armaduras. Coisa madura é coisa mole, gostosa, boa de se comer e se descuidar apodrece e acaba. Já a armadura é coisa que vara os séculos. Como eu, impenetrável, constante, sempre a mesma. Digna de confiança. Serei amanhã o que sou hoje. Quanto a você, não sei onde estará. As coisas leves passam. As duras permanecem. Ninguém diz que Deus é vento ou nuvem. Mas dizem que é rocha e fortaleza. Claro que as armaduras criam certos problemas. Fica difícil para brincar, pular, abraçar... Mas é o preço da sobrevivência.

Ajuda



Um menino pequeno estava se esforçando para mover um pesado armário, mas o móvel não cedia. Ele empurrava e puxava com toda sua força, mas não conseguia movê-lo nenhum centímetro. O pai, que ali chegava, parou para observar os esforços vãos do filho. Finalmente perguntou: "Filho, está usando toda a sua força?""Sim, estou!" gritou o garoto, exasperado."Não", disse calmamente o pai, "você não está. Não me pediu para ajudá-lo.